sábado, 16 de abril de 2011

Amizades e Afins

Todos nós conhecemos muitas pessoas por "n" motivos, mas se formos parar e analisar bem aqueles que podemos considerar amigos são menos de 1%. Esse 1% é que devemos valorizar, porque se esses são os que consideramos nossos amigos não podemos agir como agimos com o restante. Por filosofia familiar sempre fui guiado pela doutrina que "Amigos são Pai e Mãe". Em boa parte das vezes isso é verdade, pois sempre vão te escutar e sempre vão te ajudar sem medir esforços, mas eu acho que se encontrarmos pessoas boas, que te valorizam, que gostam da sua companhia e que te dão apoio, essas pessoas podem ser consideradas seus amigos(as).

 No longo do ensino médio (3 anos), fazendo um balanço, eu adicionei 3 amigos pra minha lista. O primeiro a conhecer foi Thiago, início de aulas e todos procuram se juntar com as pessoas que tem interesses em comum, até que eu ouvi ele dando um grito reprimido: "CHIDORI". Eu conhecia aquilo pois estava no meu auge da época Nerd. Então me aproximei e fui adentrando a conversa como um intruso, mas fui bem recebido. Dali em diante eu conheci pelo Thiago o Felipe Igor. Cara muito maneiro (Seria mais se não passasse por cima de todos pra poder passar de ano. E se disser que não só lembrar dos trabalhos e testes em grupo que ele sempre ia logo com o melhor da sala coincidentemente.). Também com um surtos "naruteiros" durante o 1º e 2º ano, mas também com um lado psicótico para pegar alguém rendeu ótimas risadas durante todos os 3 anos que vivemos, com o Thiago a mesma coisa, esses 2 foram pelos 3 anos meus amigos de sala que animavam a rotina entediante da escola, e me salvavam nos testes de exatas, mas no de Humanas eu era fonte de sabedoria. Agora  por último, mas não menos importante, o que convivi menos tempo dos 3, mas é o que mais mantenho contato depois de sair do Colégio. Foi em meio há conversas futebolísticas que fui conhecendo o Tricolor Hugo. No início não era muito de falar com ele, mas era o único na sala que tinha um bom senso crítico sobre futebol (Exceto quando falávamos do Fluminense), onde eu podia falar sobre uma das paixões do Brasileiro com maior entusiasmo e podíamos arriscar nossos palpites. No 2º ano o Hugo foi para a outra sala e então ficamos nós 3 somente, os mosqueteiros. Foi um ano que não me lembro de muita coisa, que nem uma trilogia, O 1º é legal por ser inédito e o 3º por finalizar, mas e o 2º? Sempre desmerecido por não ser nem o início nem o final (Vejam Matrix, "Matrix Revolutions" pra mim não foi nada), mas esse ano serviu para aprofundar nossos conhecimentos alheios e para nos tornarmos mais chegados. No 3º o Hugo voltou pra sala, e como eu não consigo ficar muito tempo sem pensar em futebol, meu 3º ano foi mais interessante até mesmo pelo Futebol que tinha no colégio (Boa parte por causa de Professores que faltavam por problemas de saúde constatados), e eu me arriscava a jogar mesmo sabendo que não sou nenhum novo Pelé, mas queria mostrar que eu sabia algo. Sei que durante os 3 anos o meu negócio era com a raquete na mão, dificilmente nesses 3 anos tinha alguém que pudesse me ganhar, por isso me considero o melhor a minha geração em 3 anos. Mas voltando ao futebol (Sei que já saí do Assunto) era onde eu mais me relacionava com todas as pessoas da minha turma de uma forma cooperativa (Aha, voltei), ali conheci melhor as pessoas e fiz mais colegas e até inícios de amizades que não se concretizaram pela saída do colégio. Mas todo futebol eu estava lá, já era chamado pra jogar (Mesmo que só pra fazer número), mas ao longo desses jogos mostrei que não sou só mais um rostinho bonito (...) no campo, sei fazer umas firulas e gols também. Me relacionava melhor com a turma por causa do futebol, claro que com as garotas não teve influência nenhuma, mas não era isso que eu buscava. Em meio a várias partidas de Ping Pong, Totó ou Futebol, conheci várias pessoas, me descobri que tenho uma habilidade acima da média no Ping-Pong (Quero levar isso a diante), e que onde quer eu eu estivesse meus 3 amigos estavam comigo.

Seja minha dupla salvadora de Matemática, ou Parceiro de Mario Kart, ou o executor do último gol do ano pelo meu passe, esses 3 caras me ajudaram muito nesses anos, academicamente, pois me sentia na obrigação de manter uma mesma média de nota (Mesmo sem muito sucesso), e como pessoa, pois eles me mostraram o valor da amizade, o que vale fazer por um amigo, poder confiar em uma pessoa de olhos fechados (Ou entreabertos...), devo a esses caras parte do meu caráter, e quero em um futuro poder encontrar eles 3 já com a vida feita, cada um com sua família, com seus descendentes, com seus empregos, para um dia podermos conversar, por o papo em dia, relembrar em flashbacks e podermos lembrar desses 3 anos das nossas vidas como ótimos e ver que nem o tempo consegue apagar essa amizade pois somos amigos de verdade.

2 comentários:

Rodolfo Dias disse...

"Todos nós conhecemos muitas pessoas por "n" motivos, mas se formos parar e analisar bem aqueles que podemos considerar amigos são menos de 1%."
É vero

Gustavo :D disse...

Meu bom Jesus! Como eu fui deixar de comentar sobre o único que consegui no Jockey... Que cagada minha hein...

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